A Leya Educação edita na próxima terça-feira, 10 de novembro, “O Livro da Txitxa”, da professora, autora e ilustradora portuguesa, Inês Regalado de Sousa, que passa para as páginas a banda desenhada dedicada a alunos, pais e professores que tanto sucesso faz nas redes sociais. “Um livro físico dá imenso jeito para esconder a cara de pânico quando alguém pergunta por metas de aprendizagem. Portanto, leia e prepara-te: isto vai sari no teste!”.
Professora de Português e Inglês desde 2004, Txitxa nasceu de um acidente fonético, um aluno ao tentar chamá-la no seu melhor inglês, cuspiu um “txitxa”, que Inês Regalo de Sousa adaptou de imediato e se tornou rapidamente o seu "alterego". Os "cartoons" começaram a circular em 2018 no Instagram e no Facebook e, desde então, têm mostrado a escola portuguesa tal como ela é: imprevisível, absurda e… muito real.
Txitxa ganhou vida como “terapia de choque” após duas décadas a aturar reuniões que podiam ser um email de duas linhas e porque não podia desatar aos gritos nem ao estaladão na sala dos professores.
Inês Regalado de Sousa é natural de Setúbal, licenciou-se em Ensino Básico - Variante de Português/Inglês na Escola Superior de Educação de Lisboa, em 2004, tendo posteriormente, em 2016, concluído o Curso de Complemento de Formação em Ensino de Inglês para o 1.º Ciclo do Ensino Básico na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Um dia, por mero acaso ou pura falta de coisas melhor para fazer, decidi partilhar aquelas trapalhadas no Instagram e no Facebook. Nunca imaginei que aquilo fosse dar em alguma coisa, mas o que é certo é que o pessoal começou a identificar-se. Eu, que me ria às gargalhadas sozinha a desenhar, fiquei com uma fome gigante de continuar.
Depois, por azar, caí e parti o pé. Lá fiquei eu, de cadeira de rodas, presa em casa com tempo a mais e mobilidade a menos. Foi então que me atirei de cabeça à banda desenhada, 10000% dedicada a pôr de memória no papel tudo o que tinha vivido nos últimos 14 anos a dar aulas. Descobri uma coisa brutal: o que se passa na escola é intemporal e dá uma eternidade de histórias para contar.
Entre março e junho de 2018, a Txitxa cresceu. E para minha sorte, o traço foi melhorando. De 2018 até agora, a Txitxa nunca mais parou. Podia dar aulas numa escola qualquer, em qualquer sítio, e tinha material para meses porque tudo o que me aconteceu a mim provavelmente já aconteceu mesmo aí ao lado, ou vai acontecer já amanhã.
A Txitxa não é só uma personagem, é um bocadinho de todos nós, com todas as trapalhadas, as loucuras e as histórias malucas da vida escolar, contadas numa banda desenhada que serve para rir, partilhar e sobretudo ficar sempre à espera da próxima cena ridícula.














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