Na semana em que começa o Amadora BD, a Arte de Autor anuncia os seus lançamentos: "Macbeth", adaptação dos irmãos Brizzi a preto, branco e vermelho; "Garras de Anjo", de Jodorowsky e Moebius, uma obra de ficção erótica; "Zeng Shi 2" – Madame Tsching, conclusão da obra por Jean-Yves Delitte; "Jane nas Nuvens", de Jordi Lafebre, que inaugura a coleção Curtas de BD; "Islander 2" – A Aliança, continuação da trilogia por Caryl Férey e Corentin Rouge. E ainda, em parceria com A Seita: "Coração de Papel", de Luís Louro, e "Smoke & Mirrors", de Verónica Louro.
"Macbeth", baseado no romance de William Shakespeare, esta nova adaptação, os irmãos Brizzi abordam a tragédia mais conhecida de William Shakespeare e ilustram com brilhantismo a tumultuosa descida ao inferno do casal Macbeth.
Depois do sucesso das suas adaptações do Inferno de Dante, Dom Quixote de Cervantes e o Fantasma da ópera Paul e Gaëtan Brizzi voltam a aventurar-se num clássico da literatura.
"Garras de Anjo", que na perspetiva de Alexandro Jodorowsky e Moebius, a educação sensual assume ares de busca mística.
Em *Griffes d'Ange*, é a faceta sombria de Jodorowsky que se manifesta num delírio metafísico, migrando rapidamente do erotismo contido para a pornografia e a perversidade. Através de uma daquelas narrativas de iniciação que ele domina como ninguém, Jodorowsky leva uma jovem a descobrir-se através do auto-erotismo, do sadomasoquismo, do incesto e de outras perversões pouco surpreendentes vindas do argumentista chileno. Mais surpreendente é encontrar Moebius nesta aventura; assina uma das suas mais belas capas, e as suas magníficas ilustrações iluminam os textos de Jodorowsky, marcados por uma poesia crua.
"Zeng Shi" (2 – O Madame Tsching) de Jean-Yves Delitte
Na história das civilizações, a pirataria é um mal que nunca conheceu fronteiras. Embora, no final do século XVIII, pareça ter sido erradicada das águas quentes das Caraíbas — onde se forjou a sua lenda —, continua a ser ainda mais poderosa no Extremo Oriente. Até o Império do Meio, cujas belezas e grandiosidade são narradas por inúmeros exploradores, enfrenta este flagelo. Como a autoridade imperial é apenas aparente, regiões inteiras da China sofrem sob o jugo da pirataria — quando não são cúmplices dela. Conta-se que uma mulher, tão bela quanto cruel, reina de forma implacável sobre as águas meridionais do Mar da China. Milhares de homens serviriam a sua causa, e centenas de navios permitir-lhe-iam perpetrar as suas atrocidades. Mito ou realidade?
"Jane nas Nuves", de Jordi Lafebre, que inaugura a colecção Curtas de BD. Esta colecção publica pequenas obras de autores de renome, que aproveitam os intervalos para realizar pequenas histórias que pretendem contar. É uma colecção em que os livros têm 32 páginas, cápa mole e um pvp reduzido.
Jane Ground é uma jovem na casa dos vinte anos, particularmente destemida, que decide deixar os verdes campos britânicos para voar de balão. Nada assim tão extraordinário, poderão pensar... Só que estamos no início do século XIX e Jane sofre de narcolepsia! Ao adormecer a todo o momento, Jane já entornou chocolate quente em convidadas ilustres e ofendeu um pretendente durante um encontro. Mas as consequências da sua condição podem ser muito mais graves a centenas de metros do solo. Tal como aconteceu com tantas outras ideias anteriores, os seus pais não têm outra alternativa senão deixá-la avançar, confiando-a aos cuidados do seu amigo de infância, Timothy — e, claro, um bocadinho à protecção de Deus Todo-Poderoso… Se Jane é a «Senhora Sonhadora», Timothy é o «Senhor Talvez»: incapaz de tomar qualquer decisão — manteiga ou geleia, noivo ou noiva —, acompanhar Jane simplifica-lhe bastante a vida. Mas a sua companheira parece ter ambições maiores para a dupla, especialmente por estar convencida de que os seus sonhos inspiram as pessoas. Talvez esteja na altura de pensar na cura mútua de ambos... Mas, antes de tudo isto, Jane precisa de conseguir pilotar aquela estranha engenhoca no meio de uma tempestade. Jane? Jane? Zzz...
Em "Islander 2 – A Aliança" de Caryl Férey e Corentin Rouge, enquanto o continente europeu é assolado por catástrofes, a Islândia continua poupada. Mas, agora, a ilha está à beira do caos. A sul, um governo autoritário tenta manter a ordem. A norte, áreas entregues a milícias de sobrevivencialistas fecham-se sobre si mesmas e, entre as duas regiões, a fronteira é brutal. Milhares de migrantes são rejeitados como intrusos. Neste cenário explosivo, os "Rejeitados", liderados por Yuri, revoltam-se e tomam a central geotérmica. Em breve cercam Reykjavik, mergulhando a capital no frio e na fome… Perante a onda de violência, Erika e Elektra iniciam uma perigosa fuga pelas paisagens nevadas para se juntarem aos sobrevivencialistas antes que a crise devore a ilha. No meio desta turbulência, Liam e Lívia tentam encontrar os últimos defensores. Mas, quando as forças da natureza se desencadeiam, o pânico apodera-se da Islândia e inicia-se uma luta feroz pela sobrevivência.
Ainda em parceria da Arte de Autor e A Seita, quase trinta anos após a sua edição original, "Coração de Papel" de Luís Louro regressa finalmente às livrarias numa edição cuidada e há muito esgotada no mercado. Esta desconcertante e sensível história de amor ganha uma nova vida com capas inéditas e um caderno de extras exclusivo para os fãs, permitindo que novas gerações descubram o traço marcante de um dos maiores nomes da BD nacional. Em paralelo, o talento da família projeta-se no futuro com "Smoke & Mirrors", a obra de estreia de Verónica Louro. Afastando-se do registo do pai, a desenhadora assume as rédeas de um policial noir muito aguardado pela crítica, assinando, a par de Luís Louro, um dos capítulos mais bonitos e aguardados da banda desenhada em Portugal.
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